Desemprego no Brasil recua para 5,3% em agosto e atinge menor patamar da série histórica do IBGE

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, segundo o IBGE, registrando o menor índice da série histórica para o período.

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a menor taxa de desocupação já registrada para o período desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

O patamar apurado em agosto demonstra uma trajetória de recuo frente ao trimestre móvel encerrado em maio, quando o índice havia ficado em 5,6%, repetindo a mesma marca na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo os técnicos do IBGE, o desempenho foi sustentado pelo avanço contínuo na geração de postos de trabalho e pela expansão do contingente de pessoas ocupadas no país.

Recordes na ocupação e formalização

Além da retração na taxa de desocupação, o levantamento oficial destacou recordes expressivos em diversas frentes do mercado de trabalho. O total de pessoas ocupadas atingiu o maior patamar da série histórica, acompanhado por incrementos significativos no número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, na massa de rendimentos habituais e nas contribuições para a previdência social.

Especialistas em mercado de trabalho apontam que a resiliência na criação de vagas formais tem dado suporte ao consumo das famílias, mesmo em um cenário macroeconômico marcado por taxas de juros em patamares restritivos e medidas de ajuste fiscal em andamento. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avaliou que os dados consolidados vieram em linha com as projeções prévias do mercado financeiro.

Contexto econômico e perspectivas

O bom desempenho do mercado de trabalho contrasta com os desafios enfrentados pela atividade econômica geral em termos de crescimento de curto prazo. Recentemente, o governo revisou as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 para 2%, refletindo o impacto prolongado de custos de financiamento mais elevados sobre a indústria e os serviços. No entanto, a solidez da ocupação tem mantido a renda média dos trabalhadores em patamares estáveis.

Analistas econômicos continuam monitorando os desdobramentos dessas estatísticas sobre a inflação de serviços e a dinâmica salarial, variáveis que entram no radar do Banco Central na condução da política monetária. A manutenção de um mercado de trabalho aquecido é vista como um fator positivo para a inclusão produtiva, ao mesmo tempo em que exige atenção redobrada quanto aos reflexos sobre a inflação de demanda nos próximos meses.

Agência IBGE / Correio do Brasil

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Folha Direta
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