O Brasil garantiu a segunda colocação entre as economias mais inovadoras da América Latina e do Caribe, de acordo com o Índice Global de Inovação (IGI) de 2026. Divulgado no final de setembro, o estudo aponta que o país se destaca pelo tamanho do seu mercado interno, além de bases consolidadas em ciência, ativos intangíveis e empreendedorismo.
Apesar da manutenção da vice-liderança regional — atrás apenas do Chile —, o país registrou uma leve oscilação no cenário global, ocupando agora a 53ª posição entre 139 economias avaliadas. Analistas e especialistas apontam que, embora o ecossistema nacional apresente robustez em frentes específicas de pesquisa, a principal barreira continua sendo a tradução desse conhecimento em ganhos efetivos de produtividade para o setor produtivo.
Pontos fortes e desempenho regional
O relatório destaca que o Brasil permanece como o único país da região a apresentar desempenho em inovação acima do esperado para o seu nível de desenvolvimento, uma marca mantida consecutivamente nos últimos anos. Entre os indicadores de destaque no cenário internacional estão a atividade de marcas, a força do mercado doméstico e operações de venture capital voltadas a estágios mais avançados.
O ecossistema de São Paulo, por sua vez, continua figurando entre os principais clusters globais de inovação, funcionando como um polo de atração para investimentos de capital de risco e iniciativas tecnológicas.
Desafios estruturais e gargalos produtivos
Em contrapartida ao avanço científico, o estudo pontua que o país ainda esbarra em barreiras estruturais significativas. Quesitos ligados ao ambiente de negócios, à formação de graduados em áreas técnicas de ciência e engenharia e à eficiência regulatória aparecem como pontos de atenção que limitam uma expansão mais dinâmica da competitividade industrial.
Especialistas em competitividade industrial reforçam que o desafio central para os próximos anos reside na articulação mais eficiente entre a infraestrutura de pesquisa e o desenvolvimento aplicado nas cadeias produtivas, permitindo que a inovação ganhe escala na economia real.
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