Dino aciona Polícia Federal para investigar onda de ataques contra imagens religiosas no Brasil

A Polícia Federal foi acionada para apurar uma série de episódios de vandalismo e destruição de imagens religiosas e locais de culto em várias regiões do país nos últimos meses.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar uma aparente onda de ataques e atos de vandalismo direcionados a imagens religiosas em diferentes estados do país. A medida ocorre após o recebimento de diversos relatórios e notícias que apontam um crescimento nos episódios de hostilidade contra símbolos de fé entre os meses de março e setembro deste ano.

Segundo as informações divulgadas, os episódios envolvem a destruição de símbolos ligados à Igreja Católica — como representações de Nossa Senhora Aparecida — e investidas contra templos e espaços de religiões de matriz africana, a exemplo de terreiros de umbanda. Diante da repercussão interestadual dos casos e da necessidade de uma resposta coordenada, o magistrado avaliou que o quadro atingiu um patamar de gravidade que justifica a atuação federal.

Contexto e enquadramento jurídico

A intervenção da Polícia Federal foi fundamentada na suspeita de prática de múltiplos crimes previstos na legislação brasileira, incluindo ultraje a culto, discriminação ou preconceito religioso, injúria qualificada, além de crimes patrimoniais como dano, furto e incêndio. Para as autoridades, a recorrência de atos com motivação religiosa em múltiplos estados exige uma apuração centralizada para identificar se há articulação criminosa ou redes coordenadas por trás das agressões.

Especialistas em direitos humanos e representantes de diferentes crenças têm alertado para o aumento da intolerância no espaço público, impulsionada muitas vezes por discursos de ódio e polarização. A investigação da PF busca mapear a origem das ocorrências e responsabilizar os autores materiais e eventuais instigadores dos atos de vandalismo.

Próximos passos da investigação

Com a formalização da determinação, a Superintendência da Polícia Federal deverá instaurar inquéritos específicos ou integrar investigações estaduais em curso para traçar um panorama nacional dos ataques. A corporação deve priorizar a coleta de provas periciais, imagens de segurança e depoimentos de testemunhas nas localidades afetadas.

O Ministério da Justiça e segurança pública reforçam que a liberdade de crença e a proteção aos locais de culto são garantias constitucionais fundamentais, cuja violação severa compromete a paz social e o Estado Democrático de Direito.

Tribuna do Norte / Estadão Conteúdo

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Folha Direta
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