Diesel sobe 2,7% nos postos em setembro impulsionado pela demanda do agronegócio e cenário internacional

O preço médio do diesel S-10 nos postos brasileiros registrou alta de 2,7% em setembro, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda, impulsionado pela demanda agrícola e pelo mercado internacional.

O preço médio do óleo diesel S-10 nos postos de combustíveis de todo o Brasil registrou alta de 2,7% no encerramento de setembro em comparação ao mês anterior, alcançando a marca de R$ 7,24 por litro. O movimento marca uma virada no comportamento dos preços da commodity no mercado interno, após um ciclo de quatro meses consecutivos de retração nos valores cobrados aos consumidores.

De acordo com dados levantados pelo Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), a pressão de alta sobre o combustível foi impulsionada por uma combinação de fatores estruturais, destacando-se a forte oscilação das cotações do petróleo no mercado internacional e o aquecimento da demanda logística interna.

Impacto do agronegócio e da safra de verão

O avanço nos preços do diesel coincide diretamente com o início das operações de campo para o plantio da safra de verão 2026/2027. Com o acionamento de frotas de tratores, colheitadeiras e caminhões voltados ao escoamento e preparo do solo em regiões produtoras de grãos, a demanda por combustíveis fósseis experimenta um salto sazonal expressivo.

Especialistas apontam que o setor de transporte rodoviário de cargas, altamente dependente da matriz rodoviária brasileira, repassa rapidamente os custos operacionais adicionais, influenciando toda a cadeia de suprimentos e os custos logísticos de distribuição de mercadorias pelo país.

Contexto internacional e perspectivas

Além da pressão interna exercida pelo setor agrícola, o mercado brasileiro segue vulnerável às flutuações externas. As cotações do barril de petróleo no exterior mantiveram patamares elevados ao longo do mês, refletindo incertezas geopolíticas e ajustes na oferta global estipulados por grandes produtores.

Com a inflação monitorada de perto por analistas e pelo Banco Central — que recentemente revisou projeções macroeconômicas no boletim Focus —, o comportamento dos combustíveis permanece no radar das autoridades econômicas devido ao seu efeito cascata sobre os índices de preços ao consumidor e sobre os custos gerais de produção na economia nacional.

Edenred Ticket Log / Reuters

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Folha Direta
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